Da cicatriz à amamentação, entenda o que realmente é verdade sobre a cirurgia que reposiciona e devolve firmeza às mamas
A mastopexia é uma das cirurgias plásticas mais procuradas por mulheres que desejam recuperar a firmeza e o formato das mamas após mudanças provocadas pela gravidez, amamentação, oscilações de peso ou pelo próprio envelhecimento. Apesar de ser um procedimento bastante conhecido, ainda existem muitas informações equivocadas sobre a cirurgia.
Para ajudar quem está considerando realizar a mastopexia, reunimos alguns dos principais mitos e verdades sobre o procedimento.
A mastopexia serve para aumentar o tamanho das mamas
Mito.
Esse é um dos equívocos mais comuns. A mastopexia tem como principal objetivo reposicionar as mamas, corrigindo a flacidez e elevando sua posição. Em muitos casos, a mama parece maior após a cirurgia simplesmente porque volta a ficar mais firme e projetada.
Quando a paciente deseja também aumentar o volume, é possível associar a mastopexia à próteses de silicone. A indicação depende da anatomia, da quantidade de tecido mamário e das expectativas de cada mulher.
Existem diferentes técnicas de mastopexia
Verdade.
Nem toda mastopexia é igual. A técnica utilizada varia conforme o grau de flacidez, a quantidade de pele excedente e o formato das mamas.
Em alguns casos, a cicatriz pode ser apenas ao redor da aréola. Em outros, pode ser necessário utilizar cicatrizes em formato vertical ou de “T” invertido para proporcionar um resultado mais seguro e duradouro.
A escolha da técnica é sempre individualizada e definida durante a avaliação com o cirurgião plástico.
Quem faz mastopexia não pode mais amamentar
Mito.
Nem sempre. A possibilidade de amamentação após a cirurgia depende da técnica utilizada, da anatomia da paciente e da preservação das estruturas responsáveis pela produção e passagem do leite.
Embora muitas mulheres consigam amamentar normalmente após a mastopexia, nenhuma cirurgia pode garantir essa capacidade, já que diversos fatores também influenciam a produção de leite.
Por isso, esse é um tema importante que deve ser discutido durante a consulta, especialmente para mulheres que ainda pretendem ter filhos.
A cirurgia deixa cicatrizes
Verdade.
Toda cirurgia envolve algum tipo de cicatriz.
Na mastopexia, o formato e a extensão das cicatrizes dependem da técnica utilizada e da quantidade de pele que precisa ser removida. Com o passar dos meses, elas tendem a amadurecer e ficar menos aparentes, principalmente quando a paciente segue corretamente as orientações de pós-operatório.
Além disso, o cirurgião procura posicionar as cicatrizes em áreas que possam ser facilmente cobertas pelo sutiã ou pelo biquíni.
Os resultados são permanentes
Mito.
A cirurgia proporciona resultados duradouros, mas eles não impedem o processo natural de envelhecimento.
Com o passar dos anos, fatores como gravidade, alterações hormonais, oscilações de peso e uma futura gestação podem provocar novas mudanças nas mamas.
Manter o peso estável e seguir hábitos saudáveis contribui para preservar os resultados por mais tempo.
O pós-operatório exige alguns cuidados
Verdade.
Embora a recuperação varie entre as pacientes, é fundamental respeitar o período de cicatrização.
Nos primeiros dias, é necessário utilizar o sutiã cirúrgico, evitar esforços físicos e seguir rigorosamente todas as orientações médicas. As atividades do dia a dia costumam ser retomadas gradualmente, enquanto exercícios físicos normalmente são liberados apenas após avaliação do cirurgião.
Seguir corretamente o pós-operatório é uma das etapas mais importantes para uma boa recuperação e para a qualidade do resultado final.
A mastopexia é indicada apenas para mulheres mais velhas
Mito.
A necessidade da cirurgia está relacionada ao grau de flacidez das mamas, e não à idade da paciente.
Mulheres jovens também podem apresentar queda das mamas devido à genética, grandes perdas de peso, gravidez ou amamentação. Da mesma forma, mulheres acima dos 60 anos podem ser candidatas ao procedimento, desde que apresentem boas condições de saúde e tenham indicação médica.
Quando vale a pena conversar com um cirurgião plástico?
Se a flacidez das mamas causa desconforto estético, dificuldade para encontrar roupas ou impacta a autoestima, uma avaliação individualizada pode esclarecer quais são as melhores opções de tratamento.
Durante a consulta, o cirurgião avalia as características das mamas, entende as expectativas da paciente e explica qual técnica é mais indicada para alcançar um resultado seguro, proporcional e natural.





